Tratamento da Acne

Tratamento da Acne

A acne chega a afetar 80% dos adolescentes e adultos jovens com idades entre 11 e 30 anos, estatística que caracteriza a doença como sendo extremamente comum. Ainda que a grande maioria dos pacientes afetados apresente a acne com curso autolimitado – surge e desaparece de forma natural – existem pessoas que necessitam de maior atenção quanto à sua evolução. Nesses casos, deve ser feita a observação de modo a evitar que essa evolução caminhe para formas mais graves de acne com cicatriz. Esses fatores definem a acne não mais como uma doença autolimitada, mas sim, como uma doença crônica.

Para definir o grau de cronicidade da acne são observadas características como o curso prolongado, padrão de recorrência e remissão, manifestação de surtos agudos, ou início insidioso e impacto psicossocial – o quanto já afeta a qualidade de vida do paciente.

Ainda não existe consenso sobre quais pessoas desenvolverão o curso considerado crônico desta doença, entretanto, alguns fatores foram relacionados à cronicidade da acne. Alguns deles são a produção de andrógenos adrenais relacionados ao estresse, colonização pelo Propionibacterium acnes, antecedentes na família e alguns subtipos específicos como a conglobata, queloidiana, inversa, cloracne, androgênica.

Sua fisiopatia se dá em quatro fatores que interagem entre si de forma complexa: hiperqueratinização folicular, aumento da produção sebácea, colonização bacteriana, e resposta imunológica e inflamatória. Os dois primeiros são considerados os mais importantes, porque são eles que formam a lesão que dá inicio à acne, o microcomedão. Este pode evoluir para a lesão inflamatória, o comedão, ou, também, para uma lesão com inflamação ou lesões inflamatórias, tais como a pápula, pústula ou os nódulos.

Em um folículo em seu estado normal é comum que os queratinócitos descamem como células únicas para o lúmen folicular e, posteriormente, sejam excretadas. Na acne, acontece a hiperploriferação dos queratinócitos, que descamam em agregados densamente compactados, assim a comedogênese acontece no momento em que os corneócitos se acumulam no lúmen folicular. Invisível a olho nu, o micromedão é a lesão inicial existente em toda a acne. Ao acumular lipídios, bactérias e resíduos celulares, ocorre a formação do comedão, uma lesão aparente que pode estar aberta ou fechada. Caso aconteça a proliferação do P. acnes e a liberação dos mediadores inflamatórios, surgirão as lesões inflamatórias.

Manifestações clínicas:

Manifestações clínicas da acne são apresentadas de duas formas, podendo ser não inflamatória em forma de comedões fechados ou abertos; ou se apresentar como uma lesão inflamatória, como pápulas, pústulas, lesões císticas e nódulos.

Classificação:

Ainda não o existe ainda uma padronização ao classificar a acne, porém, de maneira simples sua tipificação se dá em quatro.

  1. Acne comedoniana ou não inflamatória são lesões onde o que predomina são os comedões, estes podem ser abertos ou fechados.
  2. Acne papulopustulosa é quando acontecem as lesões inflamatórias, papulopostulosas e com comedões. Esta pode ser classificada como leve, moderada ou grave.
  3. Acne nódulo-cística é quando, além de comedões, existe a presença de nódulos e lesões císticas.
  4. Acne conglobata é uma forma bastante grave da acne, onde se somam ao quadro anterior, nódulos purulentos, numerosos e grandes, levando à formação de abcessos e fístulas que acabam por drenar o pus.

Em todos os casos é recomendado o tratamento precoce desta doença, para que, dessa forma, sejam minimizados os danos físicos à pessoa, bem como, evitar os danos psicológicos.